January 6, 2010

O colorido norte argentino

Desde os tempos em que palminhávamos a Patagónia Argentina que nos alertavam para as belezas naturais que pairam no norte do seu país. Menos turística e igualmente especial, é paragem obrigatória para quem viaja para estes lados.


Por dois dias andámos num carro com um guia que sabia justamente tudo. E que, justamente, tentou seduzir a Bucas. No primeiro dia fomos para norte de Salta com um casal grego. Visitámos Pumamarca, Tilcara e Humauaca. No segundo para sul, em direccao a Cachi, com um casal argertino. Vimos montanhas de todas as cores e cactos cordones, a perder de vista. Tivemos o primeiro contacto com a cultura inca, visitando povos bem característicos e genuinos junto à fronteira. Comemos carne de alpaca, animal que pertence à familia dos guanacos... lembram-se?

E depois, há sempre a cidade de Salta. Excelente base para explorar a região. Vida, sol, gente simpática e festa. E cultura. No MAAM (Museo de Arqueologia da Alta Montaña) vimos crianças incas mumificadas naturalmente, num estado de conservação assustador.
No hostel El Andaluz fomos ficando, e os viajantes e nativos que por la encontramos contribuiram para que saltassemos ainda mais. (Sentimos falta das piadas do Miagui.) Aqui comemos o melhor assado de sempre e conhecemos um grupo cusqueño que cantava na Plaza 9 de Maio aquela que viria a ser uma das nossas músicas: "Pachamama".

Salta!

A feira de Córdoba

É o que nos fica de Córdoba.

Em Dezembro faz um calor insuportavel (apesar de ter chovido na nossa curta estadia), por isso a feira dos domingos só começa às 17h da tarde e termina pelas 22h, já com grupos tocantes a animar as calles. Deambulámos horas por entre a multidão de artesãos e compradores. Tudo bonito e diferente. Nós, felizmente, sem dinheiro. Caso contrário teriamos gasto uma pequena fortuna.


Reencontramos o artesão brasileiro que tinhamos conhecido em Buenos Aires. Como se o mundo fosse uma ervilha. Bebemos com ele uma Quilmes.


Ah! E compramos o mais bonito mate de sempre.

January 3, 2010

Empanadas!!!

Enamoramo-nos em Buenos Aires, e desde então satisfazem-nos a qualquer hora do dia. Serão o equivalente às empadas portuguesas, mas mais ricas e variadas. Porco, galinha, vegetais ou pasta de milho. Grandes, pequenas, em massa folhada ou quebrada. Simplesmente deliciosas.

O drama malvino

Lábios de vinho!

Voltamos à Argentina! E que felicidade voltar a saborear o bife de chorizo!

Mendonza é a cidade do vinho. Malbec, Merlot, Cabernet Sauvignon, Chardonnay... tudo castas francesas super bem adaptadas a este calor intenso e à água fresquinha que escorre dos Andes. Obviamente tinhamos de provar para crer.

Alugámos uma bicicleta e percorremos algumas das várias bodegas que existem em Maipu, terra rural ao lado de Mendonza. Para além de delicioso, foi lindo! Aprendemos imenso sobre a produção e armazenamento de vinho, chegando mesmo a distinguir um vinho com 6 meses em barril de um com 1 ano. Foi uma tarde diferente.

E pela primeira vez nas nossas vidas vimos iluminações de Natal de top e chinelos.

December 29, 2009

Bom Ano Mucas!

Desrespeitando todas as regras desta casa absurda, salto a ordem cronológica e deste lado do oceano mando um abraço gigante em directo à minha Mucas.

Saudades das fronteiras europeias...

Passar uma fronteira na America do Sul significa duas horas mais de viagem.

Fila interminável. Carimbo. Revistam as malas, mesmo que muito superficialmente. Revistam o bus. Não podemos passar nem com uma laranja! Segue-se no bus ou a pé. Voltamos a parar uns kilometros à frente, ja no lado de la. Fila interminavel. Carimbo. Voltam a revistar tudo, com sorte mais rapidamente.

Sem sabermos, aqui nos despedimos do Chile, numa longa espera no meio dos Andes. Um acidente na estrada com duas vias deteve-nos por 5 horas. Salvou-nos o facto de os autocarros chilenos passarem filmes. Vários. E a paisagem. Passámos pelo segundo mais alto pico do mundo: Aconcagua.

Santiago

As espectativas eram baixas. Foram superadas.

Santiago é uma cidade para viver, não para visitar.

Na Piojeira, bar super local bebe-se um Terramoto, cerveja com gelado de ananas. Também há a réplica, versão mais pequena. Os mercados são tão imbativeis como interminaveis. As verduras e frutas tem outra cor. Nos ''Cafes com Pernas" (de mulheres) bebemos uma bica finalmente.

Na ultima tarde, prontas para seguirmos rumos diferentes, conhecemos a Pincel na cabeca e o Victor. Deambulamos que nem verdadeiros hippies, e terminamos numa fiesta de pizza em casa da Sara, amiga de Portugal que nos mostrou a verdadeira capital chilena.